sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Rita Benneditto - Cantora - Compositora


 Rita Benneditto, nome artístico de Rita de Cássia Ribeiro
 (São Benedito do Rio Preto, 13 de junho de 1966), cantora e compositora brasileira.

Biografia

Nascida em São Benedito do Rio Preto, no interior maranhense, mudou-se com sua família aos dois meses de vida para a capital, São Luís, local para onde seus pais foram buscar melhores condições de vida. Durante a infância e adolescência já demonstrava natural aptidão e interesse pelo canto, onde participava do coral de uma igreja no bairro em que vivia.

Nos anos 80 começou a trabalhar cantando informalmente em bares e boates da região, sempre fazendo sucesso. Nesta época, junto de algumas amigas, montou o grupo Vira Canto, e paralelo a isto, começou a atuar como backing vocal nos shows de Chico Maranhão e Josias Sobrinho, conhecidos cantores locais. Pouco tempo depois, Rita foi contratada para cantar diversos ritmos musicais no grupo folclórico Boi Barrica.


Em 1989, em busca de melhores oportunidades na área musical e querendo profissionalizar-se, mudou-se sozinha para São Paulo. Na capital paulista começou a cantar em rodas de samba, e paralelo a isto começou a estudar canto em um Instituto de Música, tendo aulas com Ná Ozzetti e Madalena Bernardes.

Após oito anos fazendo shows na noite paulistana, testando repertório e arranjos, Rita lançou em 1997 o seu primeiro CDRita Ribeiro, pela gravadora Velas. O disco foi produzido por dois compositores: O paulista Mário Manga e pelo maranhense Zeca Baleiro, que assinou 5 das 14 faixas, inclusive Lenha, que fez muito sucesso, e mais tarde foi regravado por Simone. A partir daí passou q fazer shows por todo o Brasil.

Em 1999, a cantora lançou seu 2º CDPérolas aos Povos, pela MZA, mantendo a mistura de elementos de música tradicional e influências mais modernas que caracterizava o seu primeiro trabalho. O disco foi lançado também nos Estados Unidos, acompanhado de sua primeira turnê internacional, sendo este disco agraciado com o certificado de qualidade pelo selo nova-iorquino Putumayo. No mesmo ano a cantora se apresentou no Festival de Montreux, na Suíça.

Em 2002 lançou seu 3º CDComigo, pela MZA Music com produção de Marco Mazzola, co-produção de Rita Benneditto e Pedro Mangabeira, mostrando uma cara mais pop mesmo quando interpreta temas regionais.

Em 2006 lançou seu quarto trabalho, o CD Tecnomacumba lançado pela Manaxica Produções com distribuição da Biscoito Fino. Este trabalho reflete a religiosidade de Rita, adepta do candomblé, cantando também faixas de umbanda, tambor de mina e quimbanda em seu CD.

Depois de editar em DVD e CD a versão ao vivo de seu projeto Tecnomacumba em 2014 Rita lançou o álbum Encanto com composições novas e releituras para músicas de Roberto Carlos, Gilberto Gil, Erasmo Carlos, Jorge Benjor e Djavan. Poucos meses depois lançou o álbum Som e Fúria ao lado da cantora Jussara Silveira.

Em 2012, adotou o nome artístico Rita Benneditto, em homenagem ao sobrenome de seu pai e à sua cidade natal.[4][5]

                                O Projeto Tecnomacumba

Desde sua estreia fonográfica, em 1997, a cantora maranhense Rita Benneditto mostrava seu apego à musicalidade reverente às tradições religiosas afro-brasileiras. Já no primeiro disco, ela readaptou, com destaque, Jurema, ponto de uma cabocla reverenciada na umbanda. Ali já havia o embrião do projeto Tecnomacumba, que viria a tomar corpo há dois anos quando Rita montou um show exclusivamente com músicas com temática religiosa afro-brasileira, destacando a musicalidade advinda do candomblé, da umbanda e da quimbanda e do tambor de mina, incluindo citações a pontos tradicionais, próprios dos terreiros. O show virou sucesso de público e de crítica.

Sem contrato com gravadora, a cantora Rita batalhou bastante para transformar em CD o show que já tinha conquistado sua fatia de público. Depois de anos, a opção encontrada foi pela produção independente através de seu escritório, Manaxica Produções, até que foi acertado seu lançamento pela gravadora carioca Biscoito Fino. Mesmo já tendo algumas músicas disponíveis para download na internet, fato que levou algumas faixas a conquistar DJs por todo o Brasil, Rita Benneditto optou por gravar todo o material entre janeiro e junho deste ano com uma produção mais bem acabada. Assim, Tecnomacumba chegou às lojas já consagrado e estalando de novidades.

Ao repertório escolhido - entre composições de Caetano VelosoGilberto GilJorge BenjorDorival CaymmiWilson Moreira, entre outros, Rita buscou citações tiradas em pontos de terreiro, reverenciando os orixás. Por exemplo, na canção É D´Oxum (Gerônimo/ Vevé Calasans), ela cita alguns versos de pontos dedicados a orixá Oxum, vindos dos terreiros praticantes das religiões afro-brasileiras. O resultado garante uma riqueza ainda maior ao simples fato de transpor para a música eletrônica as batidas dos atabaques, o que daria um resultado mais real aos ouvintes. Ela enriquece uma ideia que já nasceu interessante, e superou expectativas da crítica e do público.

Algumas músicas, como a própria Jurema (domínio público) e Cocada (Antônio Vieira), que já tinham sido registradas por ela, ganharam mais brilho e contemporaneidade. A música Cavaleiro de Aruanda (de Tony Osanah) também já vinha sendo ouvida em seus shows. É interessante notar que, apesar de boa parte das músicas já terem feito sucesso nas vozes de outras intérpretes - em especial da cantora umbandista Clara Nunes - expoente do samba e das religiões afro-brasileiras para o Brasil e o mundo, a qual Rita sempre creditou como uma grande influência em seu estilo e repertório -, como é o caso da canção A Deusa dos Orixás, as versões deste CD apontam para outras leituras bem distintas, sem parecer um mero decalque.

Comemorando 15 anos de Tecnomacumba, em 2018 a cantora lançou o single 7 Marias, em homenagem ao universo mágico regido pelas pombagiras, música esta composta por ela e por Felipe Pinaud, com videoclipe dirigido por Gabriel Calderon, Thais Gallart e Rafael Saar.

                  Delícias Cantadas do Maranhão

Numa parceria com o Canal Futura e a Rede Globo, Rita ensinava ao público cantando receitas típicas de comidas maranhenses neste programa, que tem duração média de um minuto e meio, e é exibido periodicamente durante a programação. Sempre que é exibida, Rita aparece cantando, e no fundo, animações representando a receita que ela está ensinando. Algumas receitas cantadas:

  • Cuxá Orquestrado
  • Peixe no Samba
  • Sururu Chorado
  • Torta de Camarão Zabumbada

João do Vale - Poeta - Cantor - Compositor

                 


João Batista do Vale, mais conhecido como João do Vale

 (Pedreiras, 11 de outubro de 1934  São Luís, 6 de dezembro de 1996), foi um músico, cantor e compositor brasileiro.

De origem humilde, João sempre gostou muito de música. Em 1947, se mudou para São Luís[1]. Em 1964, estreou como cantor. Suas principais composições são: Carcará, em parceria com José Cândido e imortalizada na interpretação de Maria BethâniaPeba na pimenta, com Adelino Rivera, e Pisa na fulô, com Ernesto Pires e Silveira Júnior.

                                              Biografia

Em 1972

João Batista do Vale gostava muito de música desde pequeno, mas logo teve de trabalhar para ajudar a família. Aos 13 anos, foi para São Luís/MA, onde vendia laranjas na rua e participou de um grupo de bumba-meu-boi, o Linda Noite, como "amo" (na cultura popular maranhense, amo é a pessoa que organiza o grupo de bumba meu boi, o cantador, na maioria das vezes o dono daquele grupo).[2]

Dois anos depois, começou sua viagem para o sul, pegando um trem para Teresina, e depois sempre em boleias de caminhões: em Fortaleza CE, foi ajudante de caminhão; em Teófilo Otoni MG, trabalhou no garimpo; e no Rio de Janeiro RJ, onde chegou em dezembro de 1950, empregou-se como ajudante de pedreiro, numa obra no bairro de Ipanema

Passou a frequentar programas de rádio para conhecer os artistas e apresentar suas composições, na maioria baiões. Depois de dois meses de tentativas, teve uma música de sua autoria gravada por Zé GonzagaCesário Pinto, que fez sucesso no Nordeste. Em 1953, Marlene lançou, em disco, Estrela miúda, que também teve êxito; outros cantores, como Luís Vieira e Dolores Duran, gravaram então músicas de sua autoria.

Em 1954, participou como figurante do filme Mãos Sangrentas, dirigido por Carlos Hugo Christensen. João do Vale conheceu Roberto Farias – na época assistente de direção, - que, ao se transformar em diretor, convidou o compositor para musicar alguns de seus filmes, como No Mundo da Lua, de 1958. Além disso, em 1969, ele comporia a trilha sonora de Meu Nome é Lampião, de Mozael Silveira.

Em 1962, Luiz Gonzaga grava a canção De Teresina a São Luiz, que retrata a ferrovia São Luís-Teresina.

Em 1964, estreou como cantor no restaurante Zicartola, onde nasceu a ideia do Show Opinião, dirigido por Oduvaldo Viana FilhoPaulo Pontes e Armando Costa, e que foi apresentado no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro. Dele participou, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão, tornando-se conhecido principalmente pelo sucesso de sua música Carcará (com a participação de José Cândido), a mais marcante do espetáculo, que lançou Maria Bethânia como cantora, que substituiu Nara no espetáculo.

Como compositor, em 1969, fez a trilha sonora de Meu Nome é Lampião (de Mozael Silveira).

Em apresentação, em 1972

Depois de se afastar do meio musical por quase dez anos, lançou, em 1973, Se eu tivesse o meu mundo (com Paulinho Guimarães) e, em 1975, participou da remontagem do Show Opinião, no Rio de Janeiro.

Em 1982 gravou seu segundo disco, ao lado de Chico Buarque, que, no ano anterior, havia produzido o LP João do Vale Convida, com participações de Nara Leão, Tom JobimGonzaguinha e Zé Ramalho, entre outros.

No final dos anos 1980, o artista sofreu um derrame cerebral, que deixou sequelas. entre 1987 e 1990, precisando ficar em uma cadeira de rodas, e com capacidade de comunicação também reduzida.[2]

Em 1995, Chico Buarque voltou a reverenciar o amigo, reunindo artistas para gravar o disco João Batista do Vale, com participação de Edu Lobo, Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Alceu Valença, e do próprio Chico Buarque, e que foi Prêmio Sharp de melhor disco regional.

Tem dezenas de músicas gravadas e algumas delas deram popularidade a muitos cantores: Peba na pimenta (com João Batista e Adelino Rivera), gravada por Ari ToledoPisa na fulô (com Ernesto Pires e Silveira Júnior), xote de 1957, gravado por ele mesmo; também o baião Coronel Antonio Bento (Luiz Wanderley e João do Vale), sucesso com Tim Maia; e Asa do Vento, que foi gravada por Caetano Veloso,

Homenagens

Em 1995, foi fundado o Teatro João do Vale, no Centro Histórico de São Luís.

Em 2006 (décimo ano após sua morte), foi lançado o espetáculo musical "João do Vale - o Poeta do Povo", peça de Maria Helena Künner, com direção musical de Marco Aurêh, baseada na biografia "Pisa na fulô, mas não maltrata o Carcará", escrita por Márcio Paschoal.

As músicas Carcará e Estrela Miúda (gravadas por grandes nomes da música brasileira como Marinês, Elba Ramalho, Amelinha, dentre outros) fizeram parte da trilha sonora da novela Cordel Encantado, da Rede Globo de televisão, na interpretação marcante de Maria Bethânia.

Na sua terra natal, em Pedreiras, é homenageado com uma estátua sua, onde o braço e o carcará que ele segura são feitos de bronze.

Em 2017, foi montado, em São Luís, o espetáculo João do Vale- o Musical, que também fez apresentações no interior do estado e no Piauí.[3]

Em 2018, foi escrito, pela poeta e cantora pedreirense Maria Suelma F Oliveira uma homenagem ao aniversário do Poeta, um soneto, intitulado Soneto de Carcará na Fulô, "João Batista do Vale, famigerado João do Vale, o intrépido boêmio da Princesa do Mearim. Nascido no dia 11 de outubro de 1934 já tinha no seu sangue as hemácias, leucócitos e plaquetas de um belo cantador. Poderia até arriscar que ao primeiro respiro de sua nascença entoou o carcará que em breve seria seu redentor. Pedreiras e todos os seus conterrâneos te felicitam com saudosismo o seu aniversário. Ainda vive em cada um de nós o espírito do profeta da poesia externada em pura melodia. Receba meu presente."

Mestre Antônio Vieira - Cantor e Compositor

                                                                 Biografia

Antônio Vieira (São Luís9 de maio de 1920
 — 7 de abril de 2009),  foi um cantor e compositor brasileiro.

Criado por um parente próximo da família Antônio Veira na sua infância teve a oportunidade de estudar e concluir seus estudos, coisa rara para um menino negro naquela época. Na sua vida, já foi comerciante, sargento do Exército, entre outras.

Começou a compor aos 16 anos. Mulata Bonita foi o nome da sua primeira canção. Porém, o mestre Antônio Vieira passou a se dedicar mais a música conforme ia se aposentando de suas profissões, atualmente Vieira compôs mais de 400 canções. Tanto é que o seu primeiro disco gravado só foi apresentado em 1986. No entanto, em 1997 a cantora maranhense Rita Benneditto, até então desconhecida, decide gravar duas músicas do Mestre 'Tem quem queira' e 'Cocada' esta ultima foi indicada ao Prêmio Sharp 98 de Melhor Canção.

 Com este trabalho, Rita Ribeiro alcança projeção nacional.

Antônio Vieira faleceu a 7 de abril de 2009 por falência múltipla de órgãos provocada por um AVC.

Alcione (cantora)

ALCIONE Dias Nazareth (São Luís21 de novembro de 1947) é uma cantoracompositora e multi-instrumentista brasileira. Uma das mais notórias sambistas do país, a cantora recebeu a alcunha de "Marrom", "Dama do Samba" e "A Voz do Samba". Com trinta álbuns de estúdio e nove ao vivo, vendeu 8 milhões de cópias de discos em todo o mundo.

                                       Biografia

Alcione Dias Nazareth nasceu em São LuísMaranhão, no dia 21 de novembro de 1947. O nome de batismo foi ideia do pai, inspirado na personagem Alcíone, a protagonista do romance espírita Renúnciapsicografado por Chico Xavier. Ela é a quarta dos nove irmãos: Wilson, João Carlos, Ubiratan, Alcione, Ribamar, Jofel, Ivone, Maria Helena e Solange. Alcione tem mais nove irmãos que seu pai teve com outras mulheres. Sua mãe chegou a amamentar algumas dessas crianças, por considerar que as crianças não poderiam ser culpadas pelas traições do marido.

Desde pequena, graças ao pai policial e integrante da banda de sua corporação, João Carlos Dias Nazareth, inserida no meio musical maranhense, Alcione fez sua primeira apresentação já aos doze anos. O pai foi mestre da banda da Polícia Militar do Maranhão e professor de música. Além disso, foi compositor e entusiasta do bumba-meu-boi, folguedo típico da capital maranhense. Foi ele quem lhe ensinou, ainda cedo, a tocar diversos instrumentos de sopro, como o trompete e clarinete que começou a praticar aos nove anos.

Com essa idade, tocava e cantava em festas de amigos e familiares, e na Queimação de Palhinha da festa do Divino Espírito Santo. Sua mãe, Filipa Teles Rodrigues, entretanto, guardava o desejo de que a filha aprendesse a tocar acordeão ou piano. Não queria que Alcione aprendesse a tocar instrumentos de sopro temendo que a filha ficasse tuberculosa, crendice comum à época.

Sua primeira apresentação profissional foi aos 12 anos, na Orquestra Jazz Guarani, regida por seu pai. Certa noite, o crooner da orquestra ficou rouco, sendo substituído pela menina. Na ocasião, cantou a canção "Pombinha Branca" e o fado "Ai, Mouraria". O apelido Marrom, dado pelos integrantes da orquestra de seu pai, surgiu nessa época.[4]

Alcione afirmou que seu pai era "bom homem" e incentivava as filhas a serem independentes desde muito cedo, a nunca obedecerem homem nenhum, além de lhes ensinar valores morais rígidos.[3] Aos 18 anos de idade formou-se como professora primária na Escola de Curso Normal. Lecionou por dois anos, quando foi demitida aos 20 anos, por ensinar a seus alunos como se tocava trompete, que seu pai lhe ensinou quando pequena, querendo passar o aprendizado que recebeu, mas isso não agradou a direção da escola, que na época era muito rígida.

Após a demissão, continuou a dedicar-se à música, e dessa vez de forma mais intensa e exclusiva. Conseguiu uma vaga em um sorteio e apresentou-se na TV do Maranhão. Ficou fixa na TV, apresentando-se lá nos anos 1960 até o início dos anos 1970 e além de cantar na TV, também cantava em bares e boates em várias cidades do Maranhão. Querendo alcançar rumos maiores, Alcione mudou-se para o Rio de Janeiro em 1972.

Não conhecia nada no Rio e quem a ajudou a se estabelecer foi seu amigo, o cantor Everaldo. Com ajuda dele também, Alcione começou cantando na noite, ocasião em que Everardo lhe apresentou as boates e bares da cidade. Ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana. Cantou também em boates como Barroco, Bacarat, Holiday e Bolero.

Carnaval

Alcione durante desfile da Mocidade Alegre em 2018, quando foi homenageada pela escola.

Alcione visitou a quadra da Estação Primeira de Mangueira pela primeira vez em 1974 e logo foi convidada a desfilar. Na concentração, a ausência de um destaque levou a bela estreante ao alto de um carro alegórico. Desde então, a cantora é membro destacado da escola.[7] Em 1987, participou da fundação da escola de samba mirim Mangueira do Amanhã, e hoje é presidente de honra do grupo.[8]

Em 1989 foi homenageada pela escola de samba Independentes de Cordovil, no então chamado grupo 2, a segunda divisão do Carnaval carioca, com o enredo "Marrom som Brasil".[9] Posteriormente, em 1994 foi novamente homenageada pela tradicional Unidos da Ponte, desta vez no grupo especial do Carnaval carioca, como enredo "Marrom da cor do samba".[10] Em 2018, a tradicional escola de samba de São Paulo, Mocidade Alegre, homenageou os 70 anos de vida e os 45 anos de carreira de Alcione, com o enredo "A voz marrom que não deixa o samba morrer".

Alcione já interpretou sambas de exaltação às escolas de samba: MangueiraMocidade IndependenteImperatriz LeopoldinenseUnião da Ilha do GovernadorBeija-flor de Nilópolis e Portela.[11]

Alcione no desfile da Mangueira de 2024 em sua homenagem.

A Mangueira, escola do coração de Alcione, homenageou a cantora no carnaval de 2024 como enredo "A Negra Voz do Amanhã". Era um desejo antigo da comunidade, ainda não realizado por inúmeras negativas da própria Marrom.[12]

Vida pessoal

Alcione nunca se casou oficialmente, apenas manteve relacionamentos estáveis. Em entrevistas afirmou que não quer mais dividir a mesma casa com um companheiro, informando que até os dias atuais ainda namora e sai com os homens que lhe despertam interesse.[3] Ao decidir ter um filho, descobriu que não poderia ser mãe devido a endometriose e a SOP. Tentou tratamentos laboratoriais, como inseminação, além de operações espirituais, mas não obteve êxito em nenhuma tentativa.[13]

Devido a um tumor na laringe, desenvolveu uma paralisia nas cordas vocais, e a medicina informou que só poderia cantar por mais um ano. Para tentar reverter o quadro, operou espiritualmente em um centro kardecista com Dr. Fritz, uma entidade espiritual. Após operar-se, seguiu o ritual, e ficou calada por três dias. Surpreendendo os médicos, Alcione se curou e pôde continuar a cantar sem restrições, como sempre fez. A partir deste milagre, parou de consumir álcool e devido a cura de sua garganta, converteu-se ao espiritismo. Em entrevistas revelou ter sido criada no catolicismo e que nunca fumou, e que nunca pensou em mudar de religião até obter seu milagre de cura.[13]

Em entrevistas informou que todos os dias ora agradecendo a Deus pelo dom de cantar, já que nunca fez aula de canto.[14]