terça-feira, 26 de setembro de 2017

Guerra entra EUA e Coreia: Temos que nos preocupar?

O governo norte-coreano acusou Donald Trump de "declarar guerra" e afirmou que tem o direito de derrubar bombardeiros americanos que sobrevoam seu território. Na semana passada, na 72ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos EUA havia ameaçado "destruir totalmente" a Coreia do Norte se seu país for "forçado a defender-se ou a defender seus aliados.
O ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Ri Yong-ho, disse que o regime poderia atingir os aviões americanos mesmo que eles não estivessem em seu espaço aéreo, já que os Estados Unidos "foram os primeiros a declarar guerra.
Em resposta, o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, disse que Pyongyang deve parar com as provocações, e a Casa Branca chamou de "absurda" a afirmação.
O comentário de Rio Yong-ho foi uma resposta ao tuíte de Trump dizendo que nem ele nem o líder Kim Jong-un "estariam aqui por muito mais tempo" se continuassem com as ameaças aos EUA. O presidente, por sua vez, respondia ao sexto teste nuclear da Coreia do Norte, que também havia ameaçado disparar mísseis para o território americano de Guam e dito que pretendia testar uma bomba de hidrogênio no oceano Pacífico.Tudo isso em meio a relatos de que Pyongyang pode ter finalmente conseguido miniaturizar uma arma nuclear que poderia caber dentro de um míssil intercontinental - uma perspectiva há muito temida pelos EUA e seus aliados asiáticos.
O principal objetivo do governo norte-coreano é sobrevivência - e um conflito direto com os EUA poderia ameaçar seriamente essa possibilidade. Segundo o repórter de Defesa da BBC, Jonathan Marcus, qualquer ataque contra os Estados Unidos ou seus aliados no contexto atual pode evoluir rapidamente para uma guerra mais ampla - e devemos assumir que o governo de Kim Jong-un não é suicida.