sexta-feira, 24 de maio de 2024

GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

 
Festival São João da Thay gera aproximadamente mil empregos aos maranhenses.
MARANHÃO - O Festival São João da Thay, um dos eventos culturais mais esperados do Maranhão, tem se destacado não apenas pela celebração das tradições juninas, mas também pelo impacto positivo que tem feito economia local. De acordo com a produção do festival, o evento gera, aproximadamente, mil empregos diretos e indiretos, beneficiando diversas famílias maranhenses e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da nossa região.
O evento, promovido pela influenciadora Thaynara OG, será realizado este ano nos dias 7 e 8 de junho, em São Luís, e atrai milhares de visitantes de todo o Brasil. Com a crescente popularidade do festival, a demanda por serviços e produtos locais também aumenta significativamente. Desde a montagem das estruturas até a logística e segurança, a preparação do São João da Thay envolve um grande número de profissionais. O evento, promovido pela influenciadora Thaynara OG, será realizado este ano nos dias 7 e 8 de junho, em São Luís.“Muito mais que gerar empregos, fazer com que o dinheiro movimente, fique em nossa cidade, contratar uma mão de obra local, nordestina, feminina, mães atípicas, é empoderar o nosso povo da nossa capacidade em realizar eventos de magnitudes iguais ao de São João da Thay. É um evento que também tem como objetivo melhorar e aumentar a autoestima do povo maranhense e do povo produtor criativo”, conta o diretor geral do evento, Bruno Lima.

Trabalhadores das mais variadas áreas encontram oportunidades de emprego durante o período do festival. Entre eles estão seguranças, técnicos de som e luz, montadores de palco, operadores de alimentação e vendedores ambulantes. Além disso, a cadeia produtiva se estende a setores como, transporte e comércio local, que se beneficiam do aumento do fluxo de turistas.

Impacto Econômico

Segundo dados da organização do evento, aproximadamente mil pessoas foram empregadas diretamente para garantir o sucesso do festival. Este número reflete a importância do São João da Thay não apenas como um evento cultural, mas como um motor econômico significativo para o Maranhão.

Os benefícios econômicos vão além dos empregos temporários, já que a vinda de turistas estimula o consumo no comércio local, desde artesãos até grandes estabelecimentos comerciais. A ocupação dos hotéis e o aumento na demanda por restaurantes e bares são outros fatores que evidenciam o impacto positivo do festival na economia maranhense.

O São João da Thay, que ocorre desde 2017, se tornou um marco cultural no calendário maranhense, celebrando as tradições e a rica cultura do estado. Este ano, além de promover as belezas e tradições do Maranhão, o São João da Thay mantém seu compromisso de fomentar a economia criativa e o comércio local, enquanto continua sua missão beneficente, destinando os lucros para uma causa social.

Uma das novidades mais aguardadas é o novo local, o Espaço Reserva do Shopping da Ilha, com cerca de 300m², oferecendo um espaço consideravelmente maior para a realização das festividades. Além disso, os fãs podem esperar por uma programação repleta de shows, prometendo entretenimento e diversão para todos os presentes.O São João da Thay 2024 promete ser uma celebração inesquecível da cultura maranhense, unindo tradição, música e solidariedade em um único evento.   

Edit. Imirante
Reprodução: Arte e Cultura 

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Linda Cidade Balnéaria

 

São José de Ribamar na região Metropolitana de São Luís
 é um dos quatro municípios que integram a Ilha de São Luís,
 no extremo leste da Ilha, de frente para a Baía de São José,
 dista cerca de 40 km do centro da capital maranhense.
 O nome da cidade é em homenagem ao padroeiro do Maranhão.
 Na cidade de Ribamar encontra-se um dos santuários mais importantes do Norte-Nordeste.  Os principais pontos turísticos de São José de Ribamar são
: Monumento a São José de Ribamar, Igreja de São José de Ribamar,
 Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, Casa dos Milagres,
 Museu dos Ex-votos, Loja de Artesanato
 e as Praias do Meio, Araçagi, Panaquatira, 
Ponta Verde, Jararaí, Juçatuba, Caúra e Boa Viagem.
O atual território do município era área tradicional
 da etnia indígena dos potiguaras
. Seu nome atual decorre da seguinte lenda: um navio que vinha
 de Lisboa para São Luís desviou-se de sua rota e em plena Baía
 de São José, esteve ameaçado de naufrágio por grandes tempestades
 e vagalhões. Depois, quando da construção de uma nova igreja,
 resolveram fazê-la de frente para a entrada da cidade,
 não alcançada porque as paredes da igreja várias
 vezes ruíram, até que os fiéis compreenderam
 que ela deveria permanecer voltada para o mar.



Fonte: https://www.guiadoturismobrasil.com/cidade/MA/422/sao-jose-de-ribamar

Palavras de José Sarney

 PALAVRAS DE JOSÉ SARNEY,
Na semana passada, quando fiz um programa de entrevista de televisão, tive a oportunidade de dizer que atravessamos no Brasil um período que chamei de “pálido” no que se refere à cultura. Podemos constatar esta afirmação, estamos com certa fome e expectativa de que surjam na atualidade artistas da dimensão de Portinari e Guimarães Rosa. 
Temos saudade também dos movimentos que mexeram com a música, como a Bossa Nova, de onde saíram Tom Jobim, João Gilberto; a Jovem Guarda, mesclando música, comportamento e moda; os grandes da MPB, Gil, Caetano e, sobretudo, Chico, o maior de todos, os mineiros do Clube da Esquina, e tantos outros.
Lembro que em meados da década de 1960 surgiu o Festival Internacional da Canção, organizado por Augusto Marzagão, inspirado no Festival de Sanremo, e o Festival de Música Popular Brasileira, estimulados com músicas de protesto contra o regime militar, como a de Geraldo Vandré, que se tornou símbolo dessa atitude com sua canção “Pra não dizer que não falei das flores”: morrer pela pátria e viver sem razão
Sempre me preocupou o que hoje se tornou um refrão dos administradores: modernidade e inovação. Nesse sentido, quando era governador do Maranhão, em 1964, diante da imensa carência de professores, fui pioneiro no Brasil com o ensino a distância. Implantei um circuito fechado em dois colégios, que serviram de exemplo, em que a aula era transmitida em todas as salas. Depois consegui para o Estado uma concessão de televisão aberta, que chamei de “televisão didática”, com a transmissão de aulas já então ganhando o interior com o meu programa de ginásios, a que dei o título de “Ginásios Bandeirantes” — eram 64 unidades, em mais da metade dos Municípios do interior. O Maranhão tinha até então apenas um ginásio, na capital do Estado, o Liceu Maranhense, em que estudei.
Para esse programa, mandara dois educadores, irmãos Maristas, para, durante seis meses, aprenderem o que os japoneses já faziam, o ensino a distância, e escolherem o equipamento que seria necessário implantar no Estado.
Assim foi feito, e os estudiosos do assunto se referem ao fato de o Maranhão ser o pioneiro do ensino a distância no Brasil. E até hoje está funcionando.
Um país para ser uma grande potência não basta ser potência militar, potência econômica, potência política e democrática: é preciso ser primeiro uma potência cultural. Na semana passada, quando fiz um programa de entrevista de televisão, tive a oportunidade de dizer que atravessamos no Brasil um período que chamei de “pálido” no que se refere à cultura. Podemos constatar esta afirmação, estamos com certa fome e expectativa de que surjam na atualidade artistas da dimensão de Portinari e Guimarães Rosa. 
Temos saudade também dos movimentos que mexeram com a música, como a Bossa Nova, de onde saíram Tom Jobim, João Gilberto; a Jovem Guarda, mesclando música, comportamento e moda; os grandes da MPB, Gil, Caetano e, sobretudo, Chico, o maior de todos, os mineiros do Clube da Esquina, e tantos outros.
Lembro que em meados da década de 1960 surgiu o Festival Internacional da Canção, organizado por Augusto Marzagão, inspirado no Festival de Sanremo, e o Festival de Música Popular Brasileira, estimulados com músicas de protesto contra o regime militar, como a de Geraldo Vandré, que se tornou símbolo dessa atitude com sua canção “Pra não dizer que não falei das flores”: morrer pela pátria e viver sem razão
Sempre me preocupou o que hoje se tornou um refrão dos administradores: modernidade e inovação. Nesse sentido, quando era governador do Maranhão, em 1964, diante da imensa carência de professores, fui pioneiro no Brasil com o ensino a distância. Implantei um circuito fechado em dois colégios, que serviram de exemplo, em que a aula era transmitida em todas as salas. Depois consegui para o Estado uma concessão de televisão aberta, que chamei de “televisão didática”, com a transmissão de aulas já então ganhando o interior com o meu programa de ginásios, a que dei o título de “Ginásios Bandeirantes” — eram 64 unidades, em mais da metade dos Municípios do interior. O Maranhão tinha até então apenas um ginásio, na capital do Estado, o Liceu Maranhense, em que estudei.
Para esse programa, mandara dois educadores, irmãos Maristas, para, durante seis meses, aprenderem o que os japoneses já faziam, o ensino a distância, e escolherem o equipamento que seria necessário implantar no Estado.
Assim foi feito, e os estudiosos do assunto se referem ao fato de o Maranhão ser o pioneiro do ensino a distância no Brasil. E até hoje está funcionando.
Um país para ser uma grande potência não basta ser potência militar, potência econômica, potência política e democrática: é preciso ser primeiro uma potência cultural.

 Em 1972 as Nações Unidas realizavam em Estocolmo a primeira conferência mundial do meio ambiente. O assunto começava a ser objeto de preocupação do mundo inteiro, com a constatação de que a agressão ao meio ambiente começava a mudar a face da Terra. Eu era Senador da República e me mantinha atualizado lendo algumas revistas francesas já preocupadas com o tema. Nelas encontrei a afirmação de Claude Lévi-Strauss de que o primeiro e grande poluidor do planeta era o próprio homem. Dele partiam as ações que impactavam negativamente a natureza. 

Naquela época tinha havido uma mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas que surpreendera a todos, pois nunca tinha acontecido com tal dimensão. Com a minha preocupação a respeito deste assunto, parti para fazer um discurso no Senado Federal, que foi o primeiro sobre o tema colocado no debate político nacional, e a partir desse momento começaram a pipocar muitos artigos e análises sobre meio ambiente. Mas o assunto só veio verdadeiramente a tomar corpo e assunção quando se tornou um movimento global, surgindo partidos políticos no mundo inteiro e organizações internacionais para a preservação do meio ambiente.

Essa preocupação dominou todas as consciências, pois é uma ideia generosa abraçada por todas as pessoas, uma vez que a natureza faz parte das nossas vidas. Por outro lado, os cientistas chegaram à conclusão de que, embora a Terra vá durar uns cinco bilhões de anos antes de ser destruída pelo Sol, o atual estágio da natureza, que possibilitou o surgimento do homem e de toda a vida em nosso planeta, desaparecerá num prazo imensamente menor.

Em 1985, quando assumi a Presidência da República, o assunto do meio ambiente explodiu com sua politização e, em seguida, após a queda do muro de Berlim, com o vazio de ideologias, o tema ocupou o lugar central do debate político mundial. O Brasil ocupou o banco dos réus naquele momento, sob a invocação de que a Amazônia era o pulmão do mundo e nós, com os desmatamentos e os incêndios, estávamos destruindo uma parte essencial da ecologia. Em 1972 as Nações Unidas realizavam em Estocolmo a primeira conferência mundial do meio ambiente. O assunto começava a ser objeto de preocupação do mundo inteiro, com a constatação de que a agressão ao meio ambiente começava a mudar a face da Terra. Eu era Senador da República e me mantinha atualizado lendo algumas revistas francesas já preocupadas com o tema. Nelas encontrei a afirmação de Claude Lévi-Strauss de que o primeiro e grande poluidor do planeta era o próprio homem. Dele partiam as ações que impactavam negativamente a natureza. 

Naquela época tinha havido uma mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas que surpreendera a todos, pois nunca tinha acontecido com tal dimensão. Com a minha preocupação a respeito deste assunto, parti para fazer um discurso no Senado Federal, que foi o primeiro sobre o tema colocado no debate político nacional, e a partir desse momento começaram a pipocar muitos artigos e análises sobre meio ambiente. Mas o assunto só veio verdadeiramente a tomar corpo e assunção quando se tornou um movimento global, surgindo partidos políticos no mundo inteiro e organizações internacionais para a preservação do meio ambiente.

Essa preocupação dominou todas as consciências, pois é uma ideia generosa abraçada por todas as pessoas, uma vez que a natureza faz parte das nossas vidas. Por outro lado, os cientistas chegaram à conclusão de que, embora a Terra vá durar uns cinco bilhões de anos antes de ser destruída pelo Sol, o atual estágio da natureza, que possibilitou o surgimento do homem e de toda a vida em nosso planeta, desaparecerá num prazo imensamente menor.

Em 1985, quando assumi a Presidência da República, o assunto do meio ambiente explodiu com sua politização e, em seguida, após a queda do muro de Berlim, com o vazio de ideologias, o tema ocupou o lugar central do debate político mundial. O Brasil ocupou o banco dos réus naquele momento, sob a invocação de que a Amazônia era o pulmão do mundo e nós, com os desmatamentos e os incêndios, estávamos destruindo uma parte essencial da ecologia.

https://josesarney.org/