A cidade maranhense que se originou a partir de uma vila de pescadores e de comunidades quilombolas, Serrano do Maranhão, é considerada a cidade do Brasil com a maior proporção de pessoas pretas, de acordo com os dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (22).
No município maranhense, dos 10.202 moradores, 58,5% se autodeclaram pretas e 55,7% são autodeclarados quilombolas. O Maranhão possui uma população de 6.776.699 residentes, sendo 854.424 pessoas autodeclaradas pretas. De 2010 pra cá, houve uma variação de 34,2% no número de pessoas que se consideraram pretas, de acordo com o instituto., O IBGE utiliza o conceito de "raça" como uma categoria socialmente construída na interação social e não como um conceito biológico. Em dados gerais, o Brasil possui 20.656.456 de pessoas que se autodeclaram pretas, o que representa 10,2% da população. Sobre o censo: Os dados do Censo 2022 que foram divulgados hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que o número de brasileiros que se declaram pardos é maior do que o de brancos pela primeira vez desde o início da série histórica, iniciada em 1991.A população preta também cresceu, assim como os indígenas. Aqueles que se identificam como brancos voltaram a cair, seguindo a tendência dos últimos anos. Já o percentual de amarelos caiu em relação ao Censo de 2010, mas voltou ao mesmo patamar de 30 anos atrás. Vila de lavradores, pescadores e quilombolas
Antes de se emancipar da cidade de Cururupu, em 1994, Serrano do Maranhão era apenas um povoado, sendo considerada uma das vilas mais antigas do Estado, que abrigava lavradores, pescadores e quilombolas. A população remanescente de quilombolas, inclusive, é uma das marcas do município, que fica no Noroeste do Maranhão. O Estado do Maranhão, sozinho, possui 269.074 mil pessoas que se autodeclaram quilombolas e vivem em 32 municípios maranhenses. Segundo as informações do último Censo, somente em Serrano do Maranhão há 5.687 quilombolas, o que representa 55,7% de toda a população do município. Por lá já estão certificadas, pela Fundação Palmares, 29 comunidades quilombolas. São elas: Palacete, Santo Antônio, Vera Cruz, Iteno, Rio de Peixe.
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